GASTOS COM DEFESA NACIONAL GANHAM EXCEÇÃO E FICAM DE FORA DO ARCABOUÇO FISCAL
- Fabio Sanches

- há 6 dias
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Lei aprovada pelo Congresso permite que despesas com projetos estratégicos das Forças Armadas não entrem no cálculo da regra fiscal.
BRASÍLIA, 24 de Novembro de 2025 – Uma nova lei publicada no Diário Oficial da União na semana passada gerou repercussão ao retirar os gastos com defesa nacional do cálculo do Arcabouço Fiscal. A medida, que altera a Lei Complementar 204/2025, permite que despesas destinadas a projetos estratégicos das Forças Armadas sejam excluídas do limite de despesas primárias estabelecido pela nova regra fiscal.
O projeto de lei que originou a legislação foi aprovado rapidamente tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados, com amplo apoio de parlamentares e do Governo Federal.
Impacto e Justificativa
A lei estabelece que o valor excluído do Arcabouço será de até R$ 5 bilhões por ano, totalizando R$ 30 bilhões em seis anos, e deverá ser 100% voltado para projetos estratégicos de defesa.
A justificativa central para a exceção reside na necessidade de garantir a segurança e a modernização das Forças Armadas sem que isso comprometa o cumprimento das metas fiscais. Senadores e deputados que defenderam a medida argumentaram que a Defesa Nacional é uma ameaça real e exige investimentos que não podem estar atrelados às flutuações e limites do orçamento ordinário.
Analistas econômicos apontam que, embora o teto de gastos tenha sido substituído pelo Arcabouço Fiscal para dar maior previsibilidade e sustentabilidade às contas públicas, a exclusão de grandes despesas – como a de defesa – representa um afrouxamento da regra, que precisará ser monitorado para não gerar pressões inflacionárias ou desequilíbrio fiscal.
O Governo, por sua vez, sinalizou apoio, buscando conciliar o rigor fiscal com as demandas das Forças Armadas por investimentos em equipamentos e tecnologia de ponta.
Revisado por Fábio Sanches












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