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Em busca de economia, pais movimentam papelarias para garantir material escolar

  • Foto do escritor: Fabio Sanches
    Fabio Sanches
  • há 3 dias
  • 3 min de leitura
Mãe e filha comprando material escolar. (Foto: Leo de França, Jornal Midiamax)
Mãe e filha comprando material escolar. (Foto: Leo de França, Jornal Midiamax)

Itens básicos, como lápis de cor, apresentam as maiores disparidades de preço em lojas da região central


O início de janeiro em Campo Grande exige fôlego extra dos pais. Além dos tradicionais boletos de IPTU e IPVA, a maratona agora se concentra nas papelarias do Centro. O movimento ganha força nas calçadas, em que famílias se dividem entre a tradicional “pernada” de balcão e a agilidade do orçamento via WhatsApp.


Embora o fluxo de pessoas ainda esteja tímido, já é possível notar a presença de consumidores que buscam antecipar a compra. Muitos pais aproveitam este momento de calmaria relativa para negociar preços.


A regra para a designer Karoline Muller é clara: não comprar na primeira loja. Com a lista escolar em mãos, ela percorre lojas do Centro comparando cada item. A tática surtiu efeito ao encontrar promoções pontuais, nas quais a diferença de centavos em produtos básicos garantiu uma economia significativa.


“Até cheguei a fazer orçamentos em livrarias que a escola sugeriu, mas daí eu decidi dar mais uma pesquisada”, disse a reportagem. “A gente decidiu vir na primeira semana […]. A outra loja, por exemplo, essa maleta estava perto de 40 reais, aqui encontrei por 9 reais”, disse ela.

Por outro lado, Brenda Keller optou pela praticidade. Ela garantiu orçamentos on-line antes de sair de casa. Segundo ela, o preço físico e o digital estão semelhantes, o que permitiu chegar à loja apenas para retirar os produtos.


Otimismo no comércio

Na Rua Calógeras, o comércio local se prepara para o pico de vendas. Edgar Arena, gerente de uma papelaria tradicional, afirma que muitos consumidores utilizaram o 13º salário ainda em dezembro para antecipar as compras. “Em dezembro, já começa a aumentar o movimento, a partir do momento que as escolas entram em recesso, em férias, os alunos, os pais já começam a procurar” explica.


Para enfrentar a demanda, algumas lojas adotaram medidas estratégicas, como contratações temporárias, com o objetivo de reforçar o atendimento aos clientes. 


O horário de maior fluxo no início de janeiro está sendo registrado entre as 11 e 12 horas, de acordo com alguns lojistas.


‘Susto’ nas prateleiras

A pesquisa de preços revela distorções impressionantes. O item com maior disparidade foi o lápis de cor (12 unidades), variando de R$ 4,99 em ofertas pontuais a R$ 48,90 para marcas conhecidas — uma diferença de 800%.


Confira os valores médios encontrados no Centro:

  • Resma de folha (500 fls.) — R$ 27,99 a 31,90;

  • Caderno de 10 matérias — R$ 13,50 a R$ 37,00; 

  • Caderno de 20 matérias — R$ 28,80 a 48,90;

  • Mochila de rodinha — R$ 150,00 a R$ 285,50;

  • Lápis de cor (24 un.) — R$ 16,49 a R$ 30,00.


Fique atento aos seus direitos

Na hora de ir às compras, é essencial conhecer as regras que protegem o consumidor. Conforme a Lei nº 12.886/2013, as escolas não podem exigir a compra de materiais de uso coletivo, como produtos de limpeza. A legislação estabelece que esses custos já devem constar no valor da mensalidade escolar.


Além disso, as instituições devem solicitar apenas materiais de uso exclusivo do aluno para o processo pedagógico, sem indicar preferência por marcas, modelos ou fornecedores. O Procon-MS recomenda que o consumidor sempre compare preços e exija a nota fiscal, pois ela garante o direito à reclamação e determina o prazo de garantia dos produtos.


Canais de denúncia:

Em caso de abusos ou dúvidas, os pais e responsáveis podem recorrer ao Procon Mato Grosso do Sul, pelo site www.procon.ms.gov.br ou pelo Disque Denúncia 151.


Fonte: Midiamax

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