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Operação Federal: Telegram derruba canais que comercializavam passaportes e comprovantes falsos de vacinação

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura
© Valter Campanato/Agência Brasil
© Valter Campanato/Agência Brasil

Após alerta do Ministério da Saúde, a Advocacia-Geral da União (AGU) notificou a plataforma, resultando na imediata remoção de 18 grupos e canais que prometiam burlar os registros oficiais do Sistema Único de Saúde (SUS).


A Advocacia-Geral da União (AGU) obteve a remoção de 18 canais e grupos no aplicativo Telegram que atuavam na comercialização ilegal de comprovantes e passaportes de vacinação falsificados. A intervenção ocorreu após um levantamento detalhado elaborado pelo Ministério da Saúde.


De acordo com as autoridades, as páginas investigadas não se limitavam a vender documentos falsos impressos ou digitais; elas também prometiam a inserção de dados adulterados diretamente nos sistemas oficiais do SUS. A notificação formal foi enviada pela Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia, um órgão vinculado à AGU.


Impacto na Saúde Pública e Enquadramento Legal

O relatório técnico enviado à AGU alerta que a venda desses registros fraudulentos coloca em risco a credibilidade da política nacional de imunização e compromete a integridade dos bancos de dados públicos de saúde. Especialistas apontam que a circulação de indivíduos não imunizados utilizando documentação falsa prejudica severamente o monitoramento epidemiológico, bem como as ações de prevenção e controle de doenças imunopreveníveis.


Além de retirar do ar todos os grupos e canais denunciados, a plataforma excluiu a conta de um usuário apontado como peça-chave nas investigações. Na notificação, a AGU enfatizou que a conduta viola direitos constitucionais fundamentais ligados à saúde e ao acesso à informação, além de afrontar o Código de Defesa do Consumidor, o Código Penal e o Marco Civil da Internet. O órgão recordou ainda que o Supremo Tribunal Federal (STF) já firmou entendimento sobre a responsabilidade das empresas de tecnologia na moderação e contenção de conteúdos ilícitos.


Próximos Passos na Investigação

Com o avanço do caso, todo o conjunto probatório reunido pelo Ministério da Saúde foi repassado à Polícia Federal (PF), que dará continuidade às apurações para identificar e responsabilizar criminalmente os operadores do esquema de fraude. Até o momento, a administração do Telegram não se pronunciou sobre a medida.

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