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Flávio confirma novo pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro

  • há 3 horas
  • 2 min de leitura
Bruno Peres/Agência Brasil
Bruno Peres/Agência Brasil

Informação havia sido adiantada pela Jovem Pan


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse, na noite deste sábado (14) que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entrará com um novo pedido de prisão domiciliar humanitária. Deu a declaração em frente ao hospital DF Star, após visitar o pai.


Flávio argumentou que é perigoso o pai ficar sozinho por muito tempo no cárcere. “Fica aqui mais uma vez o apelo. E espero que nós possamos apresentar o mais rápido possível o pedido de domiciliar humanitária. Só estamos esperando o laudo médio”, disse o senador, pré-candidato do PL ao Palácio do Planalto.


A informação havia sido adiantada por Beatriz Manfredini, repórter e colunista da Jovem Pan. Interlocutores ouvidos pela coluna avaliam que o quadro mais delicado do capitão da reserva nesta internação, somado ao desgaste sofrido pelo Judiciário com o caso Master e o trabalho de aliados do ex-presidente nos bastidores aumentam as chances da defesa de conseguir o benefício humanitário.


Após passar mal, Bolsonaro foi levado às pressas ao hospital DF Star, onde está internado na UTI. Apesar do quadro estável, os médicos pessoais de Bolsonaro insistem que a saúde dele estaria mais resguardada em casa. A opinião não é compartilhada pelos peritos que avaliaram o ex-presidente, que dizem não haver necessidade da prisão domiciliar.


Com o período eleitoral se aproximando, no entanto, aliados de Bolsonaro acreditam que essa última internação tende a compadecer os ministros. Senão pela saúde de Bolsonaro em si, pelo medo de serem associados a uma possível deterioração do quadro de saúde de um político tão popular.


No início deste mês, o ministro Alexandre de Moraes voltou a negar o pedido da defesa do ex-presidente para que ele fosse levado à prisão domiciliar, alegando que a Papudinha não tem estrutura suficiente para os atendimentos médicos. A decisão de Moraes foi referendada pela Primeira Turma da Corte.


Em fevereiro, aliados do ex-presidente consideravam certos 5 votos de ministros do Supremo para conceder o benefício ao ex-presidente: o presidente da Corte, Edson Fachin, e os ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux, André Mendonça e Kassio Nunes Marques. A corte, que tem 11 cadeiras, só tem 10 ministros em atuação após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. A coluna apurou que aliados de Bolsonaro acreditam que Dias Toffoli possa ser o voto decisivo para mandar o presidente de honra do PL para casa. Relator do caso e tido como “algoz” de Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes é o mais resistente à possibilidade.


Moraes e Toffoli são exatamente os dois ministros mais arranhados pelos desdobramentos do caso Master. A coluna apurou que a estratégia de parte dos aliados do ex-presidente seria amenizar as críticas ao Judiciário caso Bolsonaro seja mandado para casa. No entanto, não houve nenhuma negociação com os ministros.


Fonte: Jovem Pan

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