‘Ficava de cueca’: funcionária denuncia assedio moral por parte de chefe em Campo Grande
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Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, o homem acusado pela jovem possui passagens na polícia e já foi condenado por violência doméstica e lesão corporal
Funcionária de uma loja de perfumes importados, localizada em uma galeria na Rua 14 de Julho, no Centro de Campo Grande, relatou ter sofrido assédio moral por parte do proprietário do estabelecimento, fato que teria ocorrido na tarde desta quarta-feira (4), durante um atendimento. Além disso, a jovem relata que o homem costuma ficar só de cueca dentro do estabelecimento, na presença das funcionárias.
A jovem relata que na tarde de hoje, estava realizando um atendimento, momento em que a cliente teria pedido para sentir o aroma de um perfume. Ao dar uma amostra do cheiro para mulher, o homem teria ‘explodido’ com a funcionária e a cliente. “Ele veio gritar comigo na frente da cliente, dizendo que eu tava deixando a mulher experimentar um perfume de mil reais, dizendo que ela não tinha dinheiro pra comprar. Então ao mesmo tempo que ele me distratou, ele distratou também a cliente.”
No entanto, esta não teria sido a primeira vez que o dono da loja teria gritado e ofendido a funcionária, que começou a trabalhar no local recentemente. “Quando a gente ia no banheiro, ele falava ‘p*rra, vocês ficam mais aqui dentro [do banheiro] do que lá fora [na loja]. Hoje de manhã, eu fui tirar uma dúvida, e ele falou para eu calar a boca e falou que não queria falar comigo, porque ele estava estressado.”
Dono ficava de cueca e fazia ‘brincadeiras’ constrangedoras
Ainda conforme o relato da jovem, o patrão costumava aparecer, no período da manhã, só de cueca na loja. Além disso, fazia diversas ‘brincadeiras’ constrangedoras com as funcionárias. Ela explica que o homem mora na parte de cima da loja, e utiliza o mesmo banheiro que as funcionárias.
Em um dos episódios descritos pela jovem como “bastante constrangedor”, ela e outra menina estavam fazendo a maquiagem na cozinha – um dos requisitos para trabalhar no local – quando o homem saiu do banheiro, vestindo apenas a roupa íntima, e foi para o cômodo onde as funcionárias estavam. Neste momento, elas saíram e foram terminar a maquiagem em outro local.
“Fiquei bastante confusa e saí da cozinha. Ele ficou lá, de cueca, e foi fazer café. Todo dia que a gente ia trabalhar, lá pelas a oito e pouco da manhã, ele saía do banheiro de cueca e ia fazer café. Fora que ele fazia umas brincadeiras também, uma vez que eu fui sentar, eu falei ‘deixa eu sentar na cadeira?’. Aí ele falou, ‘não, senta aqui no meu colo'”, descreve a funcionária.
Caso trouxe à tona mais relatos
A jovem explica que decidiu ir embora, na tarde desta quarta-feira (4), após ser destratada na frente da cliente, e tomou a decisão de relatar todos os abusos sofridos nas redes sociais. A publicação nos stories do Instagram, por sua vez, trouxe à tona mais relatos de outras ex-funcionárias, que também passaram por momentos constrangedores e de assédio na loja.
“Até de favelada esse l*xo me chamou. Não sei como um ser desse tem loja aberta. Sem educação, destrata qualquer pessoa”, escreveu uma ex-funcionária. “Uma escravidão, não podia sentar nem pra descansar cinco minutos. O dia todo de pé, eu chegava em casa com o corpo todo dolorido”, continuou.
“Quando eu trabalhava pra ele, só podia almoçar quem fizesse venda, se você não tivesse venda seria a última a comer, uma vez fiquei azul de fome, não tinha conseguido vender nada, eu estava quase desmaiando de pé, sem comer naquele sol quente”, diz o relato.
Prints encaminhados ao Jornal Midiamax mostram, ainda, que o homem chegou a ofender ex-funcionárias em seus perfis pessoais na internet.
Foto: Fala Povo
Passagens por violência doméstica
Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, o homem acusado pela jovem por cometer assédio moral possui passagens na polícia e já chegou a ser condenado por violência doméstica e lesão corporal. O homem foi condenado, ainda, ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 3 mil à vítima.
A reportagem entrou em contato com o suspeito, por meio das redes sociais dele e o estabelecimento, e aguarda retorno. O espaço segue em aberto para manifestação.
Fonte: Midiamax










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