Dívida externa brasileira sobe para US$ 411,1 bilhões em julho, aponta Banco Central
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Aumento em relação a junho foi puxado pelo estoque de longo prazo; gastos com juros e remessa de lucros somam bilhões no acumulado do ano.
O Banco Central divulgou nesta quinta-feira (27) os novos dados do balanço de pagamentos, indicando que a dívida externa bruta do Brasil encerrou o mês de julho estimada em US$ 411,125 bilhões. O valor representa um avanço em comparação ao mês anterior, quando o estoque total registrava US$ 407,103 bilhões.
Do total contabilizado até julho, a maior fatia corresponde a compromissos de longo prazo, que somaram US$ 297,032 bilhões. Já a dívida de curto prazo ficou em US$ 114,093 bilhões.
Remessa de lucros e serviço da dívida
As contas externas do país também refletiram o impacto do pagamento de juros e da remessa de lucros ao exterior. Apenas em julho, as despesas com juros da dívida externa atingiram US$ 4,631 bilhões — um aumento em relação aos US$ 4,194 bilhões registrados em julho de 2025.
No acumulado de janeiro a julho, os gastos com o serviço da dívida alcançaram saldo negativo de US$ 18,375 bilhões.
Na rubrica de lucros e dividendos, o déficit referente a julho ficou em US$ 4,792 bilhões, mantendo-se em patamar alinhado ao mesmo mês de 2025 (US$ 4,791 bilhões). No acumulado do ano, a saída líquida de recursos referente a lucros e dividendos já acumula déficit de US$ 31,407 bilhões.







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