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Deputada da Alesp é acusada de fazer ‘black face’ durante sessão

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução/Alesp
Reprodução/Alesp

Fabiana Bolsonaro que se diz de extrema-direita, cristã, anti-ideologia e conservadora, afirmou que estava fazendo um ‘experimento social’ para criticar a deputada federal Erika Hilton


A deputada da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), Fabiana Bolsonaro (PL), pintou a cara e os braços para imitar uma pessoa negra, nesta quarta-feira (18).


A deputada de 30 anos, que se diz de extrema-direita, cristã, anti-ideologia e conservadora, afirmou que estava fazendo um “experimento social” para criticar a deputada federal Erika Hilton por ter sido eleita presidente da Comissão dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados.


Segundo Fabiana, ele teve todos os privilégios de uma pessoa branca, e não poderia sentir as dores de uma pessoa negra, mesmo se “travestindo de negra”, e comparou com Erika Hilton, que jamais saberia o que sofre uma mulher, na opinião dela. “Não adianta se maquiar de mulher, não vai saber o que uma mulher passa”, disse.


“Se eu sou branca, e mesmo me pintando de negra, eu não posso cuidar das pessoas que sofrem racismo por não saber na essência o que elas passaram, é exatamente isso que um trans não pode fazer comigo”, argumentou.

“A mulher do ano não pode ser transexual”, disse. Também afirmou que não queria que uma mulher tire seu lugar. “Como a gente vai cuidar de endometriose, do parto, da amamentação, da menopausa, se a pessoa não tem lugar de fala?”, questionou.

Ela chegou a discutir com a deputada Mônica Seixas (PSOL), que a acusou de racismo e da prática de “blackface”, além de pedir que a sessão fosse suspensa, porque Fabiana estaria cometendo um crime. Ela publicou nas redes sociais que foi à delegacia da Alesp exigir a prisão em flagrante da deputada.    


Apesar do nome escolhido para exercer o cargo, Fabiana não é parente do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).


O que é “blackface”

A prática pode ser interpretada como “blackface”, um método que nasceu nos Estados Unidos no século XIX, para que pessoas brancas representassem negros, principalmente em espetáculos teatrais, pintando o corpo para representar pessoas negras de forma humorística, exagerada e reforçando estereótipos, considerado extremamente racista.


Na época, pessoas negras eram impedidas de subir aos palcos. A prática ajudou a justificar a escravidão e, posteriormente, a segregação racial e a negação de direitos civis, reduzindo pessoas negras a caricaturas risíveis.


O ato é considerado uma agressão porque zomba de características físicas e perpetua uma história de opressão e violência. Não é lido como uma simples maquiagem, mas como um símbolo de um racismo estrutural que tentou apagar a humanidade das pessoas negras.


Fonte: Jovem Pan

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