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Borracheiros fazem até hora extra em Campo Grande para dar conta de remendos após chuvas

  • há 16 horas
  • 3 min de leitura
Estragos nos pneus são mais frequentes durante as chuvas. (Fotos: Leo de França/Jornal Midiamax)
Estragos nos pneus são mais frequentes durante as chuvas. (Fotos: Leo de França/Jornal Midiamax)

Buracos camuflados na água trazem prejuízos a motoristas de carros e motos


A procura por borracharias em Campo Grande cresceu nos últimos dias, impulsionada, principalmente, pelas chuvas que atingem todo o Estado de Mato Grosso do Sul. Além de outros prejuízos mecânicos, a precipitação acaba ‘camuflando’ buracos e irregularidades das ruas, que podem terminar em pneus furados.


O caso aconteceu com Edgar Torrezan, professor em Campo Grande, quando se deslocava a caminho de seu trabalho em um dia chuvoso das últimas semanas. “Eu vi que tinha alguma coisa ali, mas não consegui ter a proporção do tamanho do buraco, justamente por conta da chuva, da água que estava ali”. Mesmo tentando desviar, parte do pneu atingiu o buraco e ficou furada.


Ele teve de parar poucos metros à frente, quando percebeu o pneu esvaziando, e realizar a troca. Além do prejuízo financeiro, Edgar teve um problema profissional, já que não poderia chegar atrasado.


“Esse período que eu gastei trocando o pneu, colocando o estepe, eu acabei me atrasando uns 15 minutos para chegar no meu serviço, na sala de aula. Então, eu também tive essa questão, tive que entrar em contato com a coordenação, com a escola, para explicar toda a situação”. Depois, o professor ainda conseguiu recuperar o pneu, que, por sorte, teve apenas um furo pontual, restaurado a partir de uma vulcanização.


Egdar precisou realizar vulcanização do pneu, serviço frequentemente prestado pelas borracharias. (Fotos: Arquivo Pessoal e Leo de França/Jornal Midiamax)
Egdar precisou realizar vulcanização do pneu, serviço frequentemente prestado pelas borracharias. (Fotos: Arquivo Pessoal e Leo de França/Jornal Midiamax)

Demanda ‘aumenta muito’

Com as tempestades recentes na Capital, não foi apenas Edgar que precisou procurar uma borracharia. A demanda “aumentou muito”, segundo Abadial Garcia, borracheiro há seis anos em Campo Grande. Ele realiza consertos em seu local fixo, na Afonso Pena, mas também se desloca até os clientes para fazer os reparos ou trocas.


“Esse período de chuva aumentou muito o nosso serviço, né? A demanda tá muita. Às vezes, tem que trabalhar até mais tarde para superar toda a necessidade do mercado”. Inclusive, nem ele escapou dos buracos das ruas e precisou consertar os pneus de seu veículo.


“Até eu também cortei os meus pneus. Eu mesmo tive que me salvar. Enquanto permanecer essas chuvas aí, nós vamos trabalhar muito ainda”. Com a permanência das chuvas, os buracos tendem a aumentar e continuar causando dores de cabeça aos motoristas.


Edgar conta que, por conta de sua profissão, precisa se deslocar com frequência, e mesmo as ruas principais da cidade sofrem com irregularidades no asfalto. “Todas as vias que eu pego, sem exceção, estão com algum buraco. E isso atrapalha muito a questão do trânsito, nesses dias de chuva, porque a gente não enxerga o buraco. E, também nos dias sem chuva, às vezes, as pessoas vão desviar do buraco, não dão sinalização e pode acabar causando algum acidente.”


Abadial percebeu aumento na procura dos serviços, tanto em seu local fixo quanto no atendimento móvel. (Foto: Leo de França/Jornal Midiamax)
Abadial percebeu aumento na procura dos serviços, tanto em seu local fixo quanto no atendimento móvel. (Foto: Leo de França/Jornal Midiamax)

Compressor vale a pena?

Uma alternativa possível diante da iminência dos problemas com pneus são os compressores de emergência, usados para inflar os pneus. No entanto, Abadial explica que o aparelho serve apenas para pequenos furos, ou até realizar a troca por um pneu novo.


“É mais provisório, não vai ter um salvamento se for um corte, ainda mais se for em dois pneus. É uma ação paliativa, não vai sanar o problema.” Por isso, o borracheiro conta que o instrumento pode ser útil para conseguir se deslocar até uma borracharia ou até fazer a troca pelo estepe. Os compressores podem ser encontrados por valores entre R$ 64 e R$ 340, a depender dos itens que compõem o kit, além da potência da bateria.


Compressor pode ser útil em casos de emergência, mas não resolve o problema. (Foto: Leo de França/Jornal Midiamax)
Compressor pode ser útil em casos de emergência, mas não resolve o problema. (Foto: Leo de França/Jornal Midiamax)

Fonte: Midiamax

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