Após denunciar ex-vereador por estupro e ser demitido, servidor municipal é realocado
- 2 de mar.
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Jovem registrou boletim de ocorrência em que acusa chefe de assédio e estupro de vulnerável
O servidor municipal que denunciou um ex-vereador de Campo Grande por assédio e estupro de vulnerável voltou a trabalhar na Prefeitura Municipal e foi transferido de setor nesta segunda-feira (2). A vítima teria registrado duas denúncias na esfera administrativa sobre os abusos cometidos pelo chefe antes de ser demitida, na última sexta-feira (27).
No mesmo dia, o jovem procurou uma delegacia da Capital, onde relatou os assédios que aconteceriam desde julho de 2025 pelo ex-vereador e então chefe do rapaz. O relato envolve acusações de estupro de vulnerável e assédio dentro e fora do ambiente de trabalho, na Prefeitura da Capital.
Conforme apuração do Midiamax, a vítima teria sido chamada no fim de semana comparecer a uma pasta municipal nesta segunda-feira. No local, o rapaz teria sido informado de que seria transferido de setor e receberia ajuda para tentar encontrar suporte psicológico.
A Prefeitura de Campo Grande foi acionada sobre o assunto, mas até o momento não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestações.
Na última semana, o Executivo informou que não tomaria nenhuma medida antes da apuração do ocorrido. “A Prefeitura está apurando os fatos. Nenhuma medida precipitada será adotada e qualquer providência necessária será tomada no tempo devido, sempre em conformidade com a legislação vigente”, pontuou a Prefeitura.
O ex-vereador alvo das acusações alegou, ao Midiamax, que entregaria provas sobre a inocência na delegacia nesta segunda-feira.
Denúncia
O jovem relatou à polícia que o assédio teria se iniciado em julho de 2025, durante uma carona, na qual o chefe, na pasta municipal, teria passado a mão no jovem, causando constrangimento. A vítima não teria reagido por medo da relação hierárquica.
Após este episódio, o chefe teria começado a enviar figuras por WhatsApp com conotação sexual, insinuando relacionamento homoafetivo e insistindo nas mensagens, mesmo após o jovem relatar que era heterossexual.
Durante o serviço, segundo a denúncia, o autor continuava com o assédio, por meio de frases de conotação sexual, e forçava abraços quando ambos estavam sozinhos. Em 12 de dezembro de 2025, ao fim de uma confraternização, a vítima teria sido levada para a casa do servidor público após ter carona oferecida.
O jovem relatou à polícia que estaria visivelmente embriagado e teria precisado de ajuda para ser colocado no carro do chefe. Durante o trajeto, o autor teria feito a sugestão de que eles poderiam “ficar como casal nas férias”.
Pós-festa
Diante da negativa, o homem teria dito que conseguiria qualquer coisa, porque era chefe e tinha um cargo alto no serviço público. Assim, a vítima foi levada até a casa do autor. No local, o homem retirou as roupas do rapaz sem o consentimento dele e fez sexo oral nele. O rapaz relatou que não se lembra de tudo o que aconteceu, por conta da bebida.
Ao acordar, ele estava sem roupas e o homem o abraçava. A vítima foi até a cozinha beber água, procurar o celular e as roupas. Após esse episódio, ele relatou que o chefe começou a monitorá-lo no ambiente de trabalho, mas sem mensagens insistentes.
Fonte: Midiamax








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