Apesar de morte e surto em Dourados, Campo Grande não tem casos de chikungunya em 2026
- há 1 hora
- 2 min de leitura

Uma mulher morreu, em Dourados, vítima da doença neste ano
Em Dourados, aldeias indígenas vivem uma epidemia de chikungunya, com a morte de uma mulher confirmada no município. O Estado passa por uma alta histórica da doença: casos mais que dobraram neste ano, em comparação com o mesmo período de 2025. No entanto, Campo Grande ainda não tem casos confirmados de chikungunya neste ano.
Mato Grosso do Sul lidera a incidência de chikungunya no Brasil em 2026. Nas nove primeiras semanas epidemiológicas do ano, MS já registra 2.383 casos prováveis da doença. No mesmo período de 2025, eram apenas 959 ocorrências. Ou seja, a evolução da chikungunya neste ano é 148,5% maior que no ano anterior em MS, neste período, conforme o painel de dados do Ministério da Saúde.
A reserva indígena de Dourados vive epidemia da doença. O Hospital da Missão Evangélica Caiuá está superlotado por conta do surto. No total, a cidade registra 417 casos prováveis da doença neste ano. Em todo o ano de 2025, foram 184 ocorrências no município. Ou seja, em menos de dois meses e meio de 2026, o número já é 55% maior do que o registrado em todo o ano passado.
No entanto, na Capital do Estado, o cenário é oposto. Até o momento, Campo Grande ainda não registra casos de chikungunya em 2026. Mesmo assim, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) informa que o município permanece em estado de atenção e vigilância epidemiológica constante. Em 2025, Campo Grande registrou 277 casos confirmados, o que mantém a doença sob vigilância para evitar surtos.
Dengue avança
Campo Grande tem 238 notificações por dengue desde o início do ano, mas sem casos graves nem mortes suspeitas pela doença, conforme o Cievs (Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde).
Os bairros Chácara dos Poderes, Itanhangá, Veraneio, Centenário e Santo Antônio têm risco muito alto para transmissão das doenças relacionadas ao mosquito Aedes aegypti. Doze pacientes foram atendidos por dengue na atenção básica e outros 120 foram atendidos por unidades de urgência.
Apesar de Mato Grosso do Sul liderar os dados nacionais de incidência de chikungunya em 2026, a Capital não registrou nenhum caso da doença, nem de zika, neste ano.
A Sesau diz que segue intensificando as medidas de controle por meio das visitas dos agentes de combate às endemias casa a casa, intensificação das fiscalizações em pontos estratégicos, o fumacê, o trabalho de educação em saúde e a ação Meu Bairro Limpo, encerrada em fevereiro.
Orientações
A principal forma de prevenção continua sendo eliminar locais com água parada, que servem de criadouros do mosquito. Confira as orientações da Sesau:
Mantenha caixas d’água bem fechadas;
Evite acúmulo de água em calhas, pneus, garrafas e vasos de plantas;
Limpe quintais e ralos externos regularmente;
Descarte corretamente lixo e materiais que possam acumular água;
Procure uma unidade de saúde ao apresentar sintomas como febre, dor no corpo, dor atrás dos olhos ou manchas na pele.
Fonte: Midiamax








Comentários