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Trump diz que não usará força para tomar a Groenlândia: ‘Não preciso’

  • Foto do escritor: Fabio Sanches
    Fabio Sanches
  • há 6 dias
  • 2 min de leitura
Presidente dos EUA, Donald Trump, durante discurso em Davos
Presidente dos EUA, Donald Trump, durante discurso em Davos

Durante discurso em Davos, o presidente dos EUA exigiu ‘negociações imediatas’ sobre a compra do território após a imposição de ameaças tarifárias contra a Europa


O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (21), durante discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, que não recorrerá ao uso de força militar para tomar a Groenlândia.


Em meio às tensões geradas por sua pretensão de anexar o território dinamarquês, o republicano exigiu em Davos “negociações imediatas” sobre a compra do território.


“Provavelmente não conseguiremos nada, exceto se decidirmos usar forças excessivas, o que seria imparável. Mas, eu não farei isso. Eu não preciso usar a força, eu não quero usar força, e não vou usar a força”, garantiu o presidente dos EUA.

Trump ainda defendeu o papel exclusivo dos EUA em poder garantir a proteção do território. “Nenhuma nação ou grupo está em posição para conseguir proteger a Groenlândia do que os EUA. Temos muito poder, maior do que as pessoas pensam. As pessoas descobriram isso semanas atrás na Venezuela”, declarou.


Desde o ano passado, Trump insiste que a Groenlândia, uma ilha rica em minerais, é vital para a segurança dos EUA bem como da Organização do Atlântico Norte (Otan) contra a China e a Rússia, ampliando as tensões diplomáticas pelo controle do território autônomo dinamarquês.


Dessa forma, na última semana, o presidente americano aumentou a pressão ao ameaçar impor novas tarifas de até 25% a oito países europeus por apoiarem a Dinamarca, incluindo Reino Unido, França e Alemanha. Medida configura como um novo capítulo da guerra tarifária imposta pelo governo dos EUA desde o último ano.


Crise na Venezuela

Durante o discurso, Trump também enfatizou o potencial da Venezuela, no entanto, afirmou que as políticas públicas do país “foram ruins” nos últimos anos. No início do mês, os EUA invadiram o país sul-americano e capturaram o ditador Nicolás Maduro.


“Era um grande país e estamos tentando ajudá-los. Esses 50 milhões de barris de petróleo serão divididos com eles e farão mais dinheiro. Estamos mantendo uma boa cooperação após o ataque ter terminado. Venezuela fará mais dinheiro nos próximos seis meses do que fizeram nos últimos 20 anos”, afirmou em Davos.

O presidente dos EUA ainda defendeu o crescimento da economia nacional devido à implementação de políticas que diferiram do governo anterior.


“Pela administração de Biden, o país tinha altas inflações, que significa crescimento baixo. Após 12 meses na Casa Branca, o crescimento está explodindo de produtividade. Investimento estão surgindo. Se os Estados Unidos crescem, o mundo todo cresce”, discursou o republicano.


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