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PF revela esquema de milícia digital liderada por pai de Vorcaro

  • 14 de mai.
  • 2 min de leitura
© Henrique Vorcaro
© Henrique Vorcaro

Agentes da Polícia Federal e hackers participavam do grupo criminoso


Os pagamentos para financiar as ações do grupo - chamado de “A Turma” - responsável por ameaças e intimidações físicas, monitoramento de pessoas e obtenção de dados sigilosos continuaram mesmo depois do início da Compliance Zero e da prisão de Daniel Vorcaro, dono do Master. É o que está na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, e que embasou os mandados de prisão desta quinta-feira (14).


Os pagamentos de R$ 400 mil foram feitos pelo pai de Vorcaro, o Henrique Vorcaro, preso nesta nova fase da operação da Polícia Federal. Henrique exercia “de maneira clara o papel de destinador de recursos para o financiamento da Turma”, diz a decisão.


E o dinheiro era repassado a Marilson Roseno, policial aposentado, responsável por atrair outros policiais para que eles acessassem ilegalmente o sistema da PF para atender aos interesses de Vorcaro e seus familiares.


A decisão traz algumas transcrições de mensagens. Por exemplo uma em que Henrique diz que receberia recursos na quinta ou na sexta e que seriam R$ 400 mil, ao que ouve a resposta de Marilson “o ideal seria o envio de R$ 800 mil”.


A decisão ainda fala na proximidade de Vorcaro com agentes da Polícia Federal, inclusive uma delegada. Valéria Vieira Pereira da Silva assumiu papel relevante no fornecimento de informações sigilosas à “Turma” a partir do acesso ao e-Pol, sistema da PF.


Marilson Roseno da Silva era o líder do grupo e, ainda, segundo a decisão, teria procurado o auxílio de três policiais para consulta a esse sistema da PF. Marilson, que está preso desde março, será transferido para um presídio de segurança máxima.


O outro grupo, chamado de “Os Meninos”, cuidava dos ataques virtuais. Arregimentava operadores com perfil hacker, remunerados para execução de monitoramentos ilícitos, ataques digitais, invasões e derrubada de perfis”, segundo a decisão.


Esses dois grupos eram coordenados pelo Felipe Mourão, o Sicário, que, após preso, cometeu suicídio, em março deste ano. 


Em nota a defesa de Henrique Vorcaro classificou a decisão de grave e desnecessária e disse que ainda nesta quinta-feira dará as explicações necessárias. Ainda não conseguimos contato com os demais investigados.



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