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Pai e filho alvos de operação são donos de bares e garagem em Campo Grande

  • há 7 horas
  • 2 min de leitura
Pai e filho, respectivamente, são alvos de operação. (Reprodução, Redes Sociais)
Pai e filho, respectivamente, são alvos de operação. (Reprodução, Redes Sociais)

Operação do Gaeco investiga desvio de R$ 27 milhões de verbas públicas em MS


Paulo Rogério de Melo e Douglas Henrique de Melo, pai e filho respectivamente, são alvos da operação que investiga o desvio de R$ 27 milhões de verbas públicas em Mato Grosso do Sul. Os dois são empresários do ramo de entretenimento noturno e veículos em Campo Grande. Os mandados foram cumpridos nesta terça-feira (7).


Paulo aparecia como proprietário da Atalaia Veiculos Ldta (CNPJ 02.927.963/0001-60) que consta como baixada em sites de consulta de registro de pessoa jurídica. A empresa que foi aberta em 1999 e se manteve ativa por 10 anos, agora tem CNP: 53.085.322/0001-47 – 53085322000147.


O novo registro aparece no nome do filho de Paulo, Douglas de Melo. Com registro aberto em 2023, o empreendimento tem capital social declarado de R$ 350.000,00.


“Eles cresceram, seguiram seus caminhos, mas para mim serão sempre meus meninos”, disse Paulo em foto com Douglas.

Pubs em Campo Grande

Os empreendimentos de Douglas vão desde carros até atividade noturna. Isso porque o investigado possui dois bares em Campo Grande.


Um deles é o O Irlandês Pub, de CNPJ: 10.473.421/0001-93 – 10473421000193 e com razão social de Jatoba Eventos LTDA. Aberta em 2008, a empresa possui mais de 17 anos de registro, com capital social de R$ 50 mil.

O outro empreendimento de Douglas é a Lord Pub, de CNPJ 09.130.910/0001-63, com razão social Atalaia Eventos e Producoes Ltda. Também com capital de R$ 50 mil, a empresa foi aberta em 2007.


Seguindo os parâmetros jornalísticos, o Jornal Midiamax acionou a advogada de defesa de Paulo e Douglas, para esclarecimentos. Não houve resposta até a publicação desta matéria. Contudo, o espaço segue aberto para posicionamento das partes citadas.


Operação Gutenberg

O Gaeco deflagrou a operação para desmantelar esquema que fazia da Central Estadual de Regulação um ‘balcão de negócios’.


As investigações revelaram que o grupo usava a liberação para exames e internações como moeda de troca para forçar gestores a comprarem livros. O esquema desviou mais de R$ 27 milhões em recursos públicos.


A Operação Gutenberg visa combater organização criminosa acusada de fraude em licitações, corrupção ativa, corrupção passiva, além de lavagem de capitais e outros crimes. O grupo agia em Campo Grande e tinha atuação espalhada em outras cidades do Estado.


O Gaeco cumpriu 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, DouradosSão Gabriel do OesteCaarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).


Confira os alvos confirmados até o momento:

  • Rossana Paroschi Jafar, empresária;

  • Olívia Jafar, médica e filha de Rossana;

  • Felipe Paroschi Jafar, comissionado na Agesul e filho de Rossana;

  • Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, ex-prefeito de Fátima do Sul e assessor parlamentar;

  • Ed Carlo Britto Burgatt, coordenador de regulação de MS;

  • Jéssyca Burgatt, empresária e filha de Ed Carlo;

  • Francisco Anizio dos Santos;

  • Matheus Oliveira Peixoto;

  • Joatan Gomes Peixoto;

  • Paulo Rogério de Melo, empresário;

  • Douglas Henrique de Melo, empresário e filho de Paulo;

  • Gabriel Taquino de Paula.


Fonte: Midiamax

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