Operação Máquinas de Areia: Contratos de R$ 100 milhões em Três Lagoas entram na mira do Ministério Público
- há 4 horas
- 2 min de leitura

Investigação do Gecoc aponta que empreiteiro ligado a esquemas na Capital migrou acordos milionários de locação de maquinários e cascalhamento para o interior de MS.
Uma ofensiva conjunta entre o Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), o Gaeco e a 7ª Promotoria de Justiça de Três Lagoas deflagrou a Operação Máquinas de Areia, voltada a apurar suspeitas de fraudes em contratos públicos que somam quase R$ 100 milhões. A ação cumpriu 19 mandados de busca e apreensão nos municípios de Três Lagoas, Campo Grande, Terenos e Castilho (SP).
A investigação desdobra o esquema apurado na Operação Cascalhos de Areia (deflagrada em 2023) e foca nas empresas MS Brasil Comércio e Serviços Eireli e Engenex Construções e Serviços LTDA, além do empresário André Luís dos Santos, conhecido como "Patrola". A Secretaria Municipal de Infraestrutura de Três Lagoas e seu titular, Osmar Dias Pereira, também foram alvos das buscas.
Evolução dos contratos e aditivos milionários
Segundo os promotores, os alvos fraudavam a execução de serviços de locação e fornecimento de veículos, equipamentos pesados e obras de cascalhamento. A apuração revelou que os valores pagos pelo poder público não correspondiam aos serviços prestados na prática, gerando indícios de enriquecimento ilícito e desvio de verbas públicas.
O levantamento do MPMS aponta que os três principais contratos sob suspeita somam R$ 98.828.873,18:
MS Brasil (Primeiro Contrato): Firmado em 2018 mediante "carona" (adesão) em uma licitação da Prefeitura de Campo Grande. Iniciou em R$ 2,8 milhões e, após sucessivos aditivos, encerrou em 2023 atingindo R$ 18,4 milhões.
MS Brasil (Segundo Contrato): Logo após o encerramento do primeiro vínculo, a empreiteira assumiu novo acordo de R$ 23,7 milhões, cujo montante acumulado alcançou R$ 75,7 milhões.
Engenex: Contratada em 2022 para cascalhamento de estradas vicinais por R$ 3,5 milhões. Após aditivos que somaram R$ 1,1 milhão, teve os serviços encerrados em 2025 ao custo total de R$ 4,6 milhões.
Posicionamento dos citados
Em nota, o advogado André Borges, representante do secretário Osmar Dias Pereira, afirmou que seu cliente foi surpreendido pela operação, ressaltando que ele não praticou irregularidades e que a investigação se encontra em fase preliminar, sem acusação formal até o momento.
A Prefeitura de Três Lagoas informou que os contratos investigados pertencem à gestão anterior e que acompanhará os desdobramentos da apuração junto ao Ministério Público. A defesa do empresário André Luís dos Santos não enviou manifestação até o fechamento desta reportagem.







Comentários