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Inquérito sobre morte de detento que aplicava golpes é arquivado por falta de provas

  • 22 de jul.
  • 2 min de leitura
(Reprodução)
(Reprodução)

‘Chuca’ morreu em uma cela do Instituto Penal de Campo Grande, em janeiro do ano passado


O inquérito sobre a morte do detento Jonathan Roberson Silva de Oliveira Barbosa, de 30 anos, conhecido como “Chuca”, foi arquivado por falta de provas.


“Chuca” foi encontrado morto em uma cela do IPCG (Instituto Penal Campo Grande) na noite de 5 de janeiro do ano passado. Ele era acusado de aplicar golpes de dentro da penitenciária e teria a mãe como líder de um esquema de tráfico de drogas.


Nesta semana, a 20ª Promotoria de Justiça de Campo Grande comunicou à família o arquivamento do inquérito, que havia sido instaurado para apurar as circunstâncias da morte. A decisão de arquivamento foi publicada no Diário Oficial do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).


“Por todo o exposto e pelo que mais dos autos consta, esta representante no Ministério Público Estadual, com fulcro no artigo 18 do Código de Processo Penal, ARQUIVA o presente feito, resguardando a possibilidade de reabertura das investigações caso surjam novos indícios ou suspeitas”, diz trecho da decisão.

A família poderá pedir revisão diretamente ao MPMS no prazo de 30 dias, contados do recebimento da notificação ou da publicação do arquivamento no diário.


Relembre o caso

Conforme apurado pela reportagem do Jornal Midiamax, o detento foi encontrado morto por volta das 21 horas do dia 5 de janeiro de 2025. Na cela onde o corpo foi encontrado, havia resquícios de um ‘pó branco’, que a polícia suspeita que seja entorpecente. Ele dividia a cela 2 do solário 2A com mais 44 internos.


Após passar mal com convulsões, “Chuca” foi socorrido para a enfermaria, onde morreu. Foram encontrados vários hematomas pelo corpo dele, mas não foi possível identificar se eram recentes.


A perícia foi acionada para o local e constatou que não havia sinais de violência no corpo de Jhonatan. Portanto, a suspeita da polícia é de que ele tenha morrido por overdose. Contudo, o corpo foi encaminhado para exames periciais.


De dentro de presídio, ‘Chuca’ aplicava golpe pelo Facebook

“Chuca” foi descoberto depois que uma jovem de 24 anos, moradora de Anastácio, teria anunciado no Facebook uma televisão para venda, sendo que Jonathan entrou em contato com ela, negociando o aparelho. Ele disse ter feito um depósito bancário e que outra pessoa buscaria a televisão.


Mas a jovem desconfiou, já que, ao olhar sua conta bancária, nenhum valor teria sido creditado. Assim, avisou a polícia. Quando o taxista chegou para buscar a televisão, os militares perguntaram aonde iria levar o aparelho, e ele contou que seria entregue a um casal, que estava em frente a uma escola pública.


Os policiais abordaram o casal, o qual, segundo o JNE, confirmou que a televisão seria guardada a mando de Jonathan. No mesmo dia, “Chuca” também teria pedido a eles para que recebessem um videogame.


Jonathan tem passagens por tráfico de drogas e homicídio. A mãe dele também está presa por liderar um esquema de tráfico de drogas na região.


Fonte: Midiamax

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