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Homem é preso com espingarda em Dourados durante operação contra esquema de fraude de R$ 27 milhões

7 de jul.
3 min de leitura
Caso foi registrado na Depac de Dourados. (Arquivo, Jornal Midiamax)
Caso foi registrado na Depac de Dourados. (Arquivo, Jornal Midiamax)

Esposa do preso foi alvo de busca e apreensão em operação que apura desvio de R$ 27 milhões


Um homem de 47 anos foi preso por posse irregular de arma de fogo em Dourados, durante cumprimento de mandado na Operação Gutenberg, deflagrada nesta terça-feira (7). A mulher dele, uma dentista, foi alvo de busca e apreensão.


Conforme o boletim de ocorrência, durante o cumprimento do mandado, as equipes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) encontraram a espingarda, além de munições. Por conta disso, ele foi preso e encaminhado para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) de Dourados.


Caso semelhante ocorreu em Porto Murtinho, em que um servidor da prefeitura — alvo de busca e apreensão — foi preso com uma arma. Ele pagou fiança e foi liberado.


O Gaeco cumpriu 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).


Confira os alvos confirmados até o momento:


  • Rossana Paroschi Jafar, empresária;

  • Olívia Jafar, médica e filha de Rossana;

  • Felipe Paroschi Jafar, comissionado na Agesul e filho de Rossana;

  • Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, ex-prefeito de Fátima do Sul e assessor parlamentar;

  • Ed Carlo Britto Burgatt, coordenador de regulação de MS;

  • Jéssyca Burgatt, empresária e filha de Ed Carlo;

  • Francisco Anizio dos Santos;

  • Matheus Oliveira Peixoto;

  • Joatan Gomes Peixoto;

  • Paulo Rogério de Melo, empresário;

  • Douglas Henrique de Melo, empresário e filho de Paulo;

  • Gabriel Taquino de Paula, advogado.


Desvios de R$ 27 milhões

O Gaeco deflagrou a operação para desmantelar esquema que fazia da Central Estadual de Regulação um ‘balcão de negócios’.


As investigações revelaram que o grupo usava a liberação para exames e internações como moeda de troca para forçar gestores a comprarem livros. O esquema desviou mais de R$ 27 milhões em recursos públicos.


A Operação Gutenberg visa combater organização criminosa acusada de fraude em licitações, corrupção ativa, corrupção passiva, além de lavagem de capitais e outros crimes. O grupo agia em Campo Grande e tinha atuação espalhada em outras cidades do Estado.


O nome da operação, “Gutenberg”, faz referência a Johannes Gutenberg, responsável pela popularização da impressão de livros, cuja missão contribuiu para a ampliação do conhecimento. No caso investigado, os livros constituem justamente o instrumento utilizado para dar aparência de legalidade ao esquema criminoso.


Governo de MS se manifestou sobre servidores

O Governo de Mato Grosso do Sul emitiu nota informando que irá afastar ou exonerar servidores envolvidos na Operação Gutenberg. O Governo afirmou que instaurou auditorias para apurar os procedimentos suspeitos de fraude.


As investigações apontaram que o esquema atuava na regulação estadual de saúde, em que usava a liberação de exames e internações como ‘moeda de troca’ para forçar gestores públicos a comprarem livros didáticos.


O coordenador da regulação — o Core —, Ed Carlos Britto Burgatt, está entre os presos. Ele é concursado como auditor de serviços de saúde e deverá ser afastado durante os procedimentos no Governo.


O ex-prefeito de Fátima do Sul Júnior Vasconcelos é escrivão concursado da Polícia Civil e deverá ser afastado também. Já Felipe Paroschi Jafar, comissionado na Agesul, deverá ser exonerado.


Ex-prefeito preso

Júnior Vasconcelos foi prefeito de Fátima do Sul entre 2013 e 2016, mas mora atualmente em Campo Grande, onde atua como assessor parlamentar na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), no gabinete do deputado Jamilson Name (PP). Ele é concursado na Polícia Civil para o cargo de escrivão.


O parlamentar emitiu nota à imprensa esclarecendo não ter relação alguma com a Operação Gutenberg. Conforme o texto, Júnior Vasconcelos não atua como chefe de gabinete. Ele é escrivão e está cedido para atuar no gabinete do deputado para exercer funções administrativas.


Na nota, Jamilson Name também afirmou prestar respeito às instituições e entende que as investigações devem ocorrer com responsabilidade e observando o devido processo legal.


Fonte: Midiamax



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