Forças de Segurança em MS Superam Média Nacional em Efetivo Proporcional, Aponta Estudo
- há 3 dias
- 2 min de leitura

Apesar do déficit em relação às vagas previstas em lei, Mato Grosso do Sul apresenta proporção de agentes por habitante superior ao panorama do país.
Mato Grosso do Sul registra índices de cobertura das forças de segurança pública acima da média brasileira na maioria das corporações, a despeito de trabalhar com um contingente abaixo da lotação máxima autorizada. Os dados constam no levantamento Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e reportado pelo Midiamax.
Ao todo, o estado conta com 14.022 profissionais ativos na área de segurança pública. O contingente está distribuído da seguinte forma:
Polícia Militar: 5.948 agentes
Polícia Civil: 1.945 agentes
Polícia Penal: 1.916 agentes
Guardas Civis Municipais: 1.797 agentes
Corpo de Bombeiros Militar: 1.674 agentes
Perícia Oficial: 742 agentes
Ocupação de Vagas e Desempenho por Corporação
A análise do preenchimento das vagas fixadas em lei expõe assimetrias no quadro estadual:
Polícia Militar: Opera com 56,1% de preenchimento (5.948 policiais em atividade para 10.602 postos previstos), valor abaixo da média nacional de 65,7%.
Polícia Civil: Registra 65,5% do quadro preenchido (1.945 servidores para 2.970 vagas), superando o índice médio do país (55,2%).
Polícia Penal: Apresenta a melhor cobertura, com 79,8% das vagas ocupadas (1.916 de 2.400 postos), situando-se 11 pontos percentuais acima do patamar brasileiro (68,5%).
Na métrica proporcional por habitante, o estado mantém patamares superiores aos nacionais:
Corporação | MS (por 1 mil hab.) | Média Nacional |
Polícia Militar | 2,0 | 1,9 |
Polícia Civil | 0,7 | 0,5 |
Corpo de Bombeiros | 0,6 | 0,3 |
Desafios Fiscais e Alternativas de Gestão
O relatório enfatiza que restrições fiscais e o impacto dos custos previdenciários impedem contratações em massa nos estados a curto prazo. Como solução viável, especialistas recomendam o redesenho da gestão do pessoal existente.
A principal orientação é substituir policiais atuantes em tarefas burocráticas (como apoio administrativo, tecnologia da informação, logística e comunicação) por servidores civis. A medida liberaria o contingente policial para atuar prioritariamente nas atividades fim, tais como patrulhamento ostensivo, investigação de crimes e perícias técnicas.
Desequilíbrio no Cenário Nacional
Em nível nacional, o número de agentes de segurança aumentou 2,8% em relação a 2023, somando 22.341 novos profissionais. No entanto, essa expansão deu-se de maneira desproporcional: enquanto as Guardas Municipais registraram rápido crescimento, instituições como as Polícias Civis, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícias Penais enfrentaram estagnação ou diminuição do efetivo.








Comentários